sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Segundo Encontro



Desde o dia em que vi aquele rapaz pela primeira vez e demos o primeiro beijo, eu não conseguia mais parar de pensar nele, no toque, nos lábios macios e naquele rosto maravilhoso. Todo os dias ao finalizar a minha rotina de trabalho e pré-vestibular, a única coisa que eu queria fazer era chegar em casa, abrir o meu notebook e encontrá-lo online, apenas para uma conversa ou um simples “boa noite”. Era maravilhoso conectar ao facebook e saber que ele estaria ali, só pra um diálogo divertido, pra me fazer rir um pouco e esquecer de todas as confusões do dia.

Com o passar do tempo a vontade de revê-lo foi ficando cada vez maior, eu sentia uma necessidade de dar outro beijo daquele e sentir novamente suas mãos pelo meu corpo. Então, logo depois marcamos o nosso segundo encontro, onde programamos a ida até um bar para um pouco de diversão, pois ele sabia que eu estava precisando. Novamente eu estava ansioso pelo encontro, era uma quinta-feira e tínhamos marcado pra sexta anoite.

Ao chegar o grande dia, eu acordei animado, trabalhei como se o mundo fosse lindo e excepcionalmente neste dia não fui ao pré-vestibular. Não tinha como estudar se na minha mente nada mais entrava além daquele rosto lindo, aquela sensação de estar mais perto dele a cada minuto.

Quando chegou a hora do nosso encontro, eu já estava parado novamente na praça Raul Soares, encostado no poste próximo ao sinal, bem perto de um estacionamento em frente ao Anexo do Mercado. Olhei mais à frente e ele vinha caminhando acompanhado de alguns amigos, cumprimentei-o e fui apresentado. Seguimos em direção à um bar dentro do bairro próximo à praça, fomos caminhando e conversando, rindo, brincando e nos divertindo. Chegamos até o bar, eles escolheram uma mesa, sentamos todos e passamos a noite toda bebendo.

Durante toda a noite eu não conseguia tirar os olhos dele, seus traços me enchiam de prazer e a cada minuto aumentava a minha vontade de beija-lo. Na hora que os amigos se despediram e nos deixaram a sós, pudemos ficar à vontade e eu finalmente matei a minha vontade de beija-lo.  Mas eu não estava satisfeito, eu queria algo mais daquela noite, independente da frequência de encontros ou da nossa intimidade. Eu queria sentir o corpo dele e encontrá-lo na sua forma mais sensível e indefesa, eu queria vê-lo nu e muito mais.

“- A noite ainda não acabou!” Eu disse quando ele ia se preparando para partir. Segurei-o pelo braço e pedi para que ficássemos mais um pouco...

(Continua...)

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